Saiu: dados do emprego e exportações do ano de 2019. Confira!

24/01/2020

Saíram os dados do CAGED com número de empregos em Dez/2019







EMPREGO:



FRANCA fechou o ano de 2019 com 14.402 funcionários, segundo dados elaborado pelo Sindifranca baseados no saldo CAGED. Menor número desde o início das apurações pelo Sindifranca, no ano 2000.

O saldo CAGED de Dezembro/2019 foi de -2.948 vagas, -16,4% a menos se comparado ao mesmo mês em 2018, quando tivemos um saldo negativo bem maior, de -3.431 vagas. “Mesmo com este resultado, ou seja, demitimos menos, os números preocupam pois não houve recuperação das vagas da sazonalidade de 2018”, diz o presidente do Sindifranca, José Carlos Brigagão do Couto.

O mesmo aconteceu com o setor calçadista de São Paulo: registrou-se uma redução de funcionários no comparativo de 2019 com 2018: em 2019, o estado de São Paulo manteve 32.276 funcionários empregados na indústria calçadista. Sendo que, ao final de 2018 eram 34.347, queda de 6,03%.

No cenário calçadista brasileiro, a situação também se repete: o número total de funcionários do setor em 2019 foi de 269.430 empregados, sendo que em 2018, eram 271.076, uma ligeira queda de 0,61%.

 

EXPORTAÇÕES DE CALÇADOS



Exportações de Franca




Segundo dados elaborados pelo Sindifranca, Franca fechou o ano de 2019 coma exportação de US$ 68,481 milhões, um aumento de 1,64% em receita no comparativo ao ano passado.  Só no mês de Dezembro/2019 embarcamos US$ 5,290 milhões, 17,6% a mais que em Dezembro de 2018, refletindo a tendência de alta nas vendas para o mercado americano.

Este bom resultado agradou os empresários que vem se preparando para ampliar seus negócios no mercado internacional. “Com a expectativa em torno da alta do dólar, leve melhora dos números da economia, a guerra comercial entre EUA e China, fica difícil prever o que vai acontecer, mas o cenário é otimista para Franca”, disse José Carlos Brigagão do Couto, presidente do Sindifranca.



EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS



O ano de 2019 encerrou com exportação de 114,55 milhões de pares, o que gerou uma receita de US$ 967 milhões, levemente abaixo das expectativas. Os números representam uma queda de 0,9% em faturamento e um incremento de 0,9% em volume no comparativo com 2018. Em Dezembro/2019 foram embarcados 10,34 milhões de pares por US$ 80,73 milhões, quedas de 21% em volume e de 17,2% em receita em relação ao mês correspondente de 2018.

Apesar das quedas o mercado americano influenciou positivamente as exportações: EUA importou mais calçados brasileiros para fugir das sobretaxas aplicadas ao calçado chinês em função da guerra comercial instalada entre Estados Unidos e China. Em 2019, os americanos importaram 11,9 milhões de pares por US$ 197,5 milhões, incrementos de 10,5% e de 18,4%, respectivamente, ante 2018.

Entretanto, a Argentina, segundo destino do calçado brasileiro no exterior, puxou a média geral para baixo. Em profunda crise econômica, em 2019 nossos hermanos importaram 10 milhões de pares, gerando receita de US$ 105,2 milhões, apurando quedas de 15% e 24,7%, respectivamente, no comparativo com o ano anterior.

O terceiro destino do ano foi a França, para onde foram embarcados 7,9 milhões de pares, que geraram US$ 60,42 milhões, altas de 7,8% e de 6,2%, respectivamente, em relação a 2018.

O Estado de São Paulo voltou a ocupar a terceira posição no ranking de exportadores de calçados: 7,56 milhões de pares por US$ 103 milhões, incremento de 6,8% em volume e queda de 0,7% em receita na relação com o ano anterior.



Importações



Assim como as exportações, as importações tiveram influência da guerra comercial Estados Unidos e China. Com suas exportações para o maior mercado importador de calçados do mundo restritas, a China precisou desovar seu excedente em outros países, inclusive no Brasil, o equivalente a US$ 420 milhões em calçados, que seriam exportados para os Estados Unidos e tiveram mudança de rota, segundo a Abicalçados.



No ano, entraram no Brasil 28,17 milhões de pares por US$ 373,9 milhões, altas de 6% em volume e de 7,6% em receita no comparativo com 2018.

Mesmo com a aplicação da tarifa antidumping (em US$ 10,22 por par importado), a China foi a terceira origem do calçado importado pelo Brasil no ano. No período, as fábricas chinesas embarcaram rumo ao Brasil 8,33 milhões de pares por US$ 48 milhões, incrementos tanto em volume (12,5%) quanto em receita (33,3%) na relação com o ano anterior.



Confira os dados baixando nosso Relatório NICC de Dezembro de 2019 aqui.