Exportações de Outubro/2020: veja o desempenho do nosso calçado no mercado internacional

11/11/2020

as exportações de calçados de Franca foram bastante afetadas pela pandemia da COVID-19. No entanto, houve ligeiro aumento de 2,87% na receita das exportações de setembro para outubro/2020, indicando certa estabilidade crescente.







Exportações de Franca

 

Nestes dez meses de 2020, as exportações de calçados de Franca foram bastante afetadas pela pandemia da COVID-19. No acumulado de Janeiro à Outubro, Franca exportou US$ 29,196 milhões, enquanto no mesmo período de 2019, foram exportados US$ 58,572 milhões, 50,2% a menos.

Porém, houve ligeiro aumento de 2,87% na receita das exportações de setembro para outubro, de US$ 2,502 para US$ 2,576 milhões, o que vem confirmando uma frequência estável do mercado.

Os Estados Unidos continuam sendo nossos principais clientes, para quem exportamos no acumulado de 2020 US$ 10,617. Na sequência aparecem Argentina, Uruguai, Equador e Chile, responsáveis por mais de 60% de nossas atuais exportações francanas. Menção honrosa para Coreia do Sul que importou até outubro/2020 US$ 786 mil, aumento de 20% em relação ao ano passado e Portugal com US$ 196 mil, um aumento de 72,1% de aumento em relação a 2019.

 

As exportações brasileiras de calçados registraram um pequeno aumento em outubro

 

Segundo dados apurados pelo Sindifranca, com base no sistema COMEX-Stat, estes apontam que em Outubro foram embarcados 10,43 milhões de pares, que geraram US$ 55,4 milhões, altas de 28,6% em volume e de 4,8% em dólares na relação com setembro. Porém, no comparativo com o mesmo mês do ano passado, a queda foi de 6,1% em pares e de 36,8% em receita. No acumulado dos dez meses do ano, as exportações de calçados somaram 74,9 milhões de pares e US$ 545,35 milhões, quedas de 22,3% em volume e de 33,6% em receita em relação ao mesmo período de 2019.



Destinos

No acumulado de janeiro e outubro, o principal destino foi novamente os Estados Unidos, que importaram 7,75 milhões de pares por US$ 118 milhões, quedas tanto em volume (-24%) quanto em receita (-30,7%) no comparativo com período correspondente do ano passado. O segundo maior importador foi a Argentina, com 6,28 milhões de pares, que geraram US$ 60,17 milhões, quedas de 25,2% em volume e de 33,2% em receita na relação com o mesmo período de 2019. O terceiro destino de 2020 foi a França, para onde foram embarcados 5,62 milhões de pares por US$ 45,9 milhões, quedas de 10,3% e 1,9%, respectivamente, ante o ano passado.



Estados

O primeiro lugar das exportações brasileiras ficou novamente com o Rio Grande do Sul (17,96 milhões de pares por US$ 244,25 milhões, quedas de 30,3% em pares e de 35,2% em receita em relação ao ano passado). O segundo exportador do ano foi o Ceará, (25,3 milhões de pares por US$ 136 milhões, quedas tanto em volume (-22,7%) quanto em receita (-30,9%) ante o mesmo período de 2019). O terceiro exportador de 2020 foi São Paulo (5,3 milhões de pares e US$ 55,4 milhões, quedas de 19,2% e de 37,5%, respectivamente, no comparativo com o ano passado).

Importações:

Assim como as exportações, as importações de calçados também registram um leve aumento em relação a setembro. Em outubro, foram importados 1,28 milhão de pares, 2,6% mais do que no mês anterior. Em receita, as importações de outubro alcançaram US$ 23,58 milhões, 4,6% menos do que em setembro. Os países asiáticos vem se recuperando rápido e já entregam um desempenho semelhante ao da pré-pandemia, o que já gera preocupação para os calçadistas brasileiros, temendo uma invasão de calçados dessa região com preços abaixo dos praticados neste momento no Brasil, já que a pandemia causou escassez de matéria-prima e aumento de custos.



No acumulado de janeiro a outubro, as importações somaram 18,53 milhões de pares e US$ 261,37 milhões, quedas de 24,9% e de 19,5%, respectivamente, comparando com o mesmo período do ano passado. As principais origens do período foram os países asiáticos Vietnã (8,47 milhões e US$ 152 milhões, quedas de 19,6% e 6%, respectivamente), Indonésia (2,54 milhões e US$ 41,6 milhões, quedas de 40,3% e 6%) e China (5,63 milhões e US$ 31 milhões, quedas de 22,2% e 26%).

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