Calçadistas vão à SP para audiência com Governador Dória

24/04/2019

Empresários calçadistas francanos e de outros polos do estado, vão se reunir hoje com o Governador para buscar apoio para o setor. Dentre os assuntos da pauta constam redução de impostos como o ICMS (com equiparação ao que MG pratica), maior prazo para recolhimento, novo PEP/REFIS para as empresas, manutenção do IPT em Franca, entre outros.







Calçadistas se reúnem nesta quarta com governador Doria



Por Samuel Cintra (Pop Mundi)

23/04/2019 08:59




O governador, João Doria, receberá nesta quarta-feira (24) lideranças do setor calçadista de várias regiões do Estado. A comitiva deve contar com representantes dos polos industriais de Franca, Jaú e Birigui.

O encontro foi organizado pelo presidente da Couromoda, Francisco dos Santos, a pedido do Sindicato da Indústria de Calçados de Franca (Sindifranca). Segundo o presidente, José Carlos Brigagão, a reunião tem como finalidade buscar alternativas e benefícios para as indústrias.

Um dos pedidos que consta na pauta é a permanência do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) em Franca.

“Nós também vamos pedir que se faça um novo Refis do ICMS aceitando até imóveis para poder pagar o imposto atrasado dando fôlego para as indústrias. Outro ponto é o prazo do recolhimento do ICMS, quando nós vendemos nosso sapato damos em média 120 dias de prazo para os lojistas nos pagar, mas quando efetuamos a venda temos que pagar o imposto em menos de 40 dias, ou seja, nós estamos bancando o Estado sem receber do cliente” explicou Brigagão.

Os empresários também pressionam o governo pela redução dos valores do ICMS nos mesmos índices de Minas Gerais que é de 2% enquanto em São Paulo é de 7%. Os industriais ainda lutam pela solução de problemas quanto a liberação de créditos acumulados do ICMS.

 “O principal é o seguinte quando nós devemos para o Estado, cobra juros, correção monetária e quase que dobra a dívida. Agora quando o Estado deve para nós ele não faz nenhuma correção, é uma injustiça que está se cometendo. É preciso ter igualdade no tratamento” acrescentou.

Brigagão acredita que essas são algumas das medidas necessárias para se evitar que as indústrias deixem o São Paulo para outros estados, aumentando a produção, gerando renda e empregos.

“Nessa situação atípica em que o Brasil está atravessando todo mundo tem que fazer sacrifício, inclusive o governo do Estado” concluiu.



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