Bolsonaro anuncia a continuidade da desoneração da folha por 2 anos

11/11/2021

Projeto que estende a desoneração recebeu parecer favorável na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Bolsonaro citou que manutenção de empregos contribui para o combate à fome.

Bolsonaro anuncia a continuidade da desoneração da folha por 2 anos

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (11), em evento no Palácio do Planalto, que o governo decidiu dar continuidade à desoneração da folha de pagamentos por mais 2 anos. A desoneração perderia a validade no fim deste ano.

Os 17 setores beneficiados pelo projeto são os que mais geram empregos na economia brasileira, e entre eles está o calçadista.

Antes do anúncio da prorrogação, Bolsonaro esteve reunido com empresários que foram ao Palácio do Planalto tratar do tema. Eles representavam setores como o de produção de proteína animal, de comunicação e de calçados.  

A Abicalçados - Associação Brasileira das Indústrias de Calçados, teve papel fundamental na defesa deste projeto. O presidente da Abicalçados, Haroldo Ferreira, afirmou que a expectativa dos setores é que a prorrogação seja aprovada na Câmara até a próxima semana. "Aqui, com o presidente, nós conseguimos a garantia de que vai ter todo o apoio. Isso significa, então, que não teremos veto", disse Ferreira.

O Sindifranca, assim como os demais sindicatos calçadistas do Brasil, defenderam a continuidade da desoneração da folha de pagamentos desde o início das conversas com o Governo. Para José Carlos Brigagão do Couto, presidente do Sindifranca, “sem a desoneração, o setor calçadista teria dificuldade em manter os empregos gerados e que assim haveria o agravamento da crise econômica já no início do próximo ano”.

Depois de deliberado na Câmara dos Deputados, o projeto será analisado pelo Senado.

Como é a desoneração na prática

A desoneração da folha concede às empresas, a possibilidade de substituir a contribuição previdenciária de 20% sobre os salários dos empregados, por uma alíquota sobre a receita bruta de vendas, que varia de 1% a 4,5%.

Entre os 17 setores da economia que podem aderir estão: a indústria calçadista, têxtil, de máquinas e equipamentos, de proteína animal, construção civil, comunicação e transporte rodoviário.



Fontes: G1 e Abicalçados