Boletim Informativo: PROJETO POLO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO COURO E CALÇADOS

19/07/2019

Os trabalhos do Projeto Polo de Desenvolvimento Econômico Couro e Calçados do Estado de SP estão avançando e para manter todos os empresários calçadistas a par do que vem acontecendo, vamos divulgar boletins como esse frequentemente. Caso você queira mais informações, entre em contato diretamente no Sindifranca. Esta é a 1.ª edição.








PROJETO POLO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO COURO & CALÇADOS

 

 
No dia 24 de abril de 2019, as 16hs no Palácio dos Bandeirantes (sede do Governo do Estado de São Paulo), houve uma reunião entre os Polos Calçadistas do Estado de São Paulo (Franca, Jaú e Birigui) e o Governador João Dória. O objetivo era a apresentação da situação atual vivida pelos Polos Calçadistas e solicitação de apoio de forma imediata perante o momento econômico que encontra-se o setor calçadista paulista.

 

A reunião foi bastante positiva e terminou com o agendamento de novo encontro com o Governador em 01 de julho de 2019, com a meta de apresentar um projeto muito abrangente, com alinhamento de políticas com potencialidade de estruturação, baseadas em seis esferas: Fiscal e Regulatória, Financiamento, P&D e Tecnologia, Qualificação de Mão de Obra, Infraestrutura e Serviços e Ambiente de Negócios e Desburocratização.

 

            Missão dada, os Polos Calçadistas organizaram seus esforços para à elaboração deste projeto. Com o apoio da Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competividade - InvestSP e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação. E, com levantamento de dados feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas – FIPE e pelos Polos Calçadistas de Franca, Jaú e Birigui, o projeto foi estruturado.

 

            À estruturação deste, foi toda focada na estratégia de restabelecimento da competitividade dos Polos Calçadistas do Estado de São Paulo nos âmbitos nacionais e internacionais. Alinhados com as seis esferas acima citadas.  

 

            Com isto, o projeto foi estruturado em três fases distintas:



  • Contextualização:


    • Formatar um núcleo de informações atuais (2018) com o intuito de apresentar as características do setor de couro e calçados.



  • Diagnóstico:

    • Elaborar concatenação entre os dados e informações (alguns casos em períodos de tempo) e alinhá-los frente à abordagens econômicas, tributárias, políticas e empresariais.



  • Prognóstico:

    • Relacionar os pontos levantados na Contextualização e Diagnóstico, e mostrar qual o cenário que o Polo Calçadista se encontra, e por fim:

    • Alinhá-los com diretrizes de acordo com as seis esferas com o objetivo de estruturar a estratégia de restabelecer a competitividade do Polo Calçadista Paulista.





 

A Contextualização apresentou informações de como o setor de calçados se apresenta e de como ele se comportou nos cenários nacionais e mundiais. Também houve uma apresentação de forma individualizadas de cada um dos polos calçadistas do Estado de São Paulo. Sendo eles: Franca, Jaú e Birigui. Ressalva especial para o estudo de caso de Portugal, que anos atrás encontrava-se em um cenário crítico e como ele conseguiu dar a volta por cima.

O Diagnóstico elaborado apresentou as situações de que o setor calçadista do Estado de São Paulo teve em termos de desempenho. E, para que o mesmo tivesse um bom entendimento, o Diagnóstico foi estruturado em quatro abordagens:



  • Econômica

  • Fiscal/Tributária

  • Política

  • Empresarial.



Em todas as abordagens o cenário apresentado pelas informações coletadas colocaram o Polo Calçadista em declínio de seu modelo de negócios. Mostra, também, como o mesmo está sendo “atacado” pelo outros Estados da União. Inclusive os Estados vizinhos.

Devido ao cenário apresentado na Contextualização, e principalmente no Diagnóstico, o Prognóstico vem com o objetivo de ter estruturar estratégias para restabelecer a competividade do Polo Calçadista Paulista. E, alinhado em cada um dos pilares, da seguinte forma:



  1. TECNOLOGIA E INOVAÇÃO.



 



  • PROMOVER UM PROGRAMA DE INOVAÇÃO BALIZADA NUMA TRÍPLICE PARCERIA BUSCANDO A INDÚSTRIA 4.0



 



  • Apresentar projetos de pesquisa e desenvolvimento à FAPESP em parceria com as instituições de ensino localizadas nas regiões de Birigui, Franca e Jaú com intuito de incentivar a difusão da Indústria 4.0.



 



  1. QUALIFICAÇÃO DA MÃO DE OBRA



 

PROJETO ESCOLA DE NEGÓCIOS DO SETOR CALÇADISTA DE SÃO PAULO

 



  • PROJETO DE DESENVOLVIMENTO HUMANO


    • Ação conjunta do Governo do Estado, Senai e entidades de classe de Birigui, Franca e Jaú: constituição da Escola de Negócios do Setor Calçadista.





 



  • Todo o conteúdo programático visa discutir e aprimorar modelos de gestão que possam auxiliar as mudanças estruturais e estratégicas da indústria.



 



  • Limitação orçamentária dificulta a consolidação do projeto. Solicitação de apoio do Centro Paula Souza para estruturação integral da Escola.



 

 

 



  • PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO DE NEGÓCIOS INTERNACIONAIS


    • Apoiar as indústrias calçadistas a desenvolver a cultura da exportação de forma planejadas e segura. Através de:


      • Geração de Negócios

      • Conexões

      • Suporte

      • Preparação







 

 



  1. AMBIENTE DE NEGÓCIOS E DESBUROCRATIZAÇÃO



 



  • INTERNACIONALIZAÇÃO



 



  • Apoiar a internacionalização das empresas instaladas no Polo Couro e Calçados, com base nos eixos:


    • Inteligência Comercial - análise de produtos por países, o potencial de compra, definição de estratégias;

    • Adequação de produtos e processos;

    • Apoio à promoção Comercial - criação de alianças estratégicas para participação de feiras internacionais, missões empresariais e rodadas de negócios.





 



  • INDICAÇÃO DE PROCEDÊNCIA



 



  • O intuito é oferecer ao segmento calçadista a concepção de uma plataforma de marca que terá o poder de transformar um discurso subjetivo e filosófico em uma ferramenta efetiva e prática de um Plano de Marketing.



 



  • Garantia de origem aos consumidores



 



  • Identificação dos calçados dos polos calçadistas.



 



  1. FINANCIAMENTO COMPETITIVO



 



  • LINHAS DE FINANCIAMENTOS



 



  • Apoio do Governo do Estado de São Paulo, através da Desenvolve SP, na facilitação de acesso a financiamento bancário de baixo custo e de longo prazo, criando condições e caminhos para fortalecer a competitividade da indústria calçadista paulista.



 



  • Necessidades da indústria: Linhas para renovação do parque fabril e Capital de giro.



 



  1. INFRAESTRUTURA E SERVIÇOS



 



  • SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL



 



  • Apoio na CETESB para firmar um Protocolo Ambiental do setor a respeito da correta destinação de resíduos sólidos.



 



  • Sindicatos patronais avaliam proposta de instalação de planta industrial de tratamento de resíduos sólidos urbanos (RSU).  Empresa será responsável pela separação de materiais recicláveis, produção de adubo orgânico e, por fim, avalia gerar energia elétrica a partir dos resíduos não destinados à reciclagem.



 

 

 



  1. SIMPLIFICAÇÃO TRIBUTÁRIA E REGULATÓRIA



 



  • INCENTIVOS PARA MANUTENÇÃO DA COMPETITIVIDADE DAS INDÚSTRIAS PAULISTAS


    • Atuar de forma incisiva no apoio aos polos calçadistas frente as questões tributárias (ICMS), de forma a equilibrar as diferenças existentes, e principalmente na região Sudeste.





 



  • INCENTIVOS PARA SIMPLIFICAÇÃO TRIBUTÁRIAS E ESTÍMULO À EXPORTAÇÃO.



 



  • Ampliar os mecanismos de suspensão e diferimento com o objetivo de evitar o acúmulo de saldo credor do ICMS;



 



  • Simplificação do processo de apropriação e utilização do crédito acumulado do ICMS;



 



  • Apoio, no Governo Federal, para ajustes nas contribuições PIS e COFINS e para aumento das alíquotas do Reintegra.



 



  • INCENTIVOS PARA FOMENTO DA INOVAÇÃO NO PROCESSO PRODUTIVO.



 



  • Dispensa da exigência de não similaridade nacional para a suspensão do ICMS na importação de máquinas e equipamentos, prevista no artigo 29 das Disposições Transitórias do RICMS/SP;



 



  • Apoio, no Governo Federal, para redução do imposto de importação de bens de capital.



 

 

Com as diretrizes acima discriminadas em alinhadas com o pilares, o setor calçadista de calçados paulista, terá grandes chances de restabelecer sua competividade a nível nacional, inicialmente, e internacional, posteriormente. Mas, para isto, dever-se-á ocorrer a justa união entre o poder público, entendendo as necessidades do setor e dando total apoio ao setor privado nas diretrizes acima solicitadas.

 

Após à apresentação no dia 01 de julho ao Governador e à sua equipe de Secretários envolvidos nas solicitações (Fazenda, Desenvolvimento Econômico e Regional e a InvestSP), o projeto foi extremamente elogiado pelo mesmo. E, com esta aprovação do Governador novas etapas foram delineadas.

 

A InvestSP ficou incumbida de coordenar o andamento das ações.

 

Com isto, no último dia 16 de julho, em nova reunião nas instalações da InvestSP, o Presidente Wilson de Melo reportou que a parte de Simplificação Tributária já está em andamento junto ao Secretário da Fazenda Sr. Henrique Meireles, e que o mesmo deu sinais otimistas das aprovação de nossas solicitações, com retorno breve. Os demais pilares ficaram assim alinhados frente a responsabilidades:



  • Simplificação Tributária: InvestSp

  • Financiamento Competitivo: InvestSP

  • Tecnologia e Inovação: InvestSP e Secretaria de Desenvolvimento

  • Ambiente de Negócios e Desburocratização: InvesSP

  • Infraestrutura e Serviços: CETESB/Sindicatos Patronais

  • Tecnologia e Inovação: InvestSP e Secretaria de Desenvolvimento.



 

O Sr. Wilson de Melo, solicitou novo encontro para meados de agosto, onde nesta data já terá alinhado questões junto a Desenvolve SP para as linhas de financiamentos e também retorno da Secretaria da Fazenda. Com isto, poder-se-á dar andamento na estruturação de um cronograma de ações para todas as propostas alinhadas a todos os pilares.

 

            Para finalizar, gostaríamos de salientar a importância da participação das empresas calçadistas junto ao seu Sindicato para que este projeto ganhe corpo e força. E, para que seja possível colocá-lo em práticas as ações, e assim poder restabelecer a competitividade do Polo Calçadista, inicialmente em âmbito nacional. Outro ponto importante a ressaltar, é que a Simplificação Tributária que, com grandes chances será efetividade, a mesma abrangerá toda a cadeia calçadista: couro, calçados, químicos, têxtil, embalagens…. Tudo isto, oriundo deste trabalho feito pelos Sindicatos Patronais Calçadistas. Será importante externar isto aos parceiros fornecedores, que também serão beneficiados com esta simplificação.

 

            Agora é aguardar o próximo encontro em agosto, e torcer para que os retornos por nós esperados atendam as nossas solicitações. Pois, com o atendimento das solicitações de simplificação tributária, poderemos ter fôlego para dar prosseguimento ao projeto apresentado, e assim ratificar a continuidade do mesmo.

 

Que assim seja!!!