ANTIDUMPING: o perigo da não renovação para a indústria calçadista nacional

22/07/2020

INFORMAÇÕES SOBRE O PROCESSO DE RENOVAÇÃO DO DIREITO ANTIDUMPING CONTRA A CHINA E A ABERTURA DE PROCESSO CONTRA VIETNÃ E INDONÉSIA







PROCESSO DE RENOVAÇÃO DO DIREITO ANTIDUMPING CONTRA A CHINA E ABERTURA DE PROCESSO CONTRA VIETNÃ E INDONÉSIA

 

Prezado empresário e empresária,



Em março de 2021 vai expirar o direito antidumping sobre calçados importados da China. O antidumping é uma medida protetiva ao mercado interno de calçados, onde os calçados chineses são sobretaxados atualmente em US$ 10,22 (dez dólares e vinte e dois centavos) por par, para dar equilíbrio aos preços praticados por nossos produtos em território nacional.



Com o fim da vigência deste antidumping, os calçados chineses deixam de ser sobretaxados, e com isso, chegarão a preços ainda mais baixos ao nosso mercado interno, prejudicando os produtos nacionais, já que os custos de produção chineses não se comparam aos do Brasil. Sem a continuidade do direito antidumping, o setor calçadista definhará de vez diante de sua impotência frente ao Custo-Brasil e a concorrência dos calçados asiáticos.



Pensando nisso, a Abicalçados – Associação Brasileira das Indústrias de Calçados está preparando a renovação do direito antidumping sobre os calçados importados da China e pretende pedir extensão deste direito a calçados vindos também do Vietnã e da Indonésia. Tal medida torna-se vital para preservar a indústria calçadista nacional, já bastante abalada pela atual crise da COVID-19. O Sindifranca, assim como outros sindicatos calçadistas, está trabalhando intensamente junto à Abicalçados para o sucesso deste processo.

O custo de um processo antidumping é bastante elevado, pois envolve uma pesquisa profunda do mercado nacional e dos mercados a serem analisados, como praticantes do dumping. A Abicalçados orçou os custos processuais em R$ 2 milhões, a ser rateado entre todos os polos calçadistas do país.



Ao polo calçadista de Franca coube a fração de R$ 132 mil. O Sindifranca está em busca de apoio da Prefeitura Municipal de Franca e de outras instituições. O presidente José Carlos Brigagão do Couto encaminhou um Ofício para o Prefeito Gilson de Souza em 27/05/2020 sobre o assunto. No entanto o Sindifranca ainda aguarda retorno do Prefeito.



Preocupado com o tempo crucial para alavancar os valores necessários para prover os processos, o presidente chama a atenção dos empresários sobre a importância de assegurarmos a renovação do processo antidumping contra a China e defende que sejam movidos processos semelhantes contra Vietnã e Indonésia. “Nos últimos 10 anos houve um aumento de 26% nas importações de calçados do Vietnã. Se não houver medidas de defesa comercial para equalizar os preços destes com o calçado nacional, corremos o sério perigo de nossa indústria ser dilacerada pela concorrência internacional” alerta Brigagão.



Dito isso, o Sindifranca convoca todos os empresários calçadistas, associados ou não, a apoiar o processo antidumping, para proteger a indústria calçadista nacional da concorrência internacional. Em breve divulgaremos informações de como as empresas poderão contribuir para que o processo antidumping prossiga.

Atenciosamente,



José Carlos Brigagão do Couto

Presidente do Sindifranca

 

Franca, 21 de julho de 2020.